SOBRE IDENTIDADE
- Fernanda Maniglia
- Apr 5, 2022
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Simone de Beauvoir disse: " Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre.
Há muitas razões para vivermos desconectados da nossa essência. A pergunta quem sou eu? normalmente vêm respondida com explicações sobre que se faz ou sobre o que ou quem se tem. O FATO É QUE NÃO SABEMOS QUEM SOMOS. A Alice, de Lewis Carroll, do País das maravilhas, também não sabia. Teve sua identidade construída e descontruída diversas vezes, por diversos seres. Essa história representa as maravilhosidades da nossa psiquê e porquê só nela, só no encontro com esses seres, poderemos encontrar a resposta.
O risco de não se saber quem se é, é proporcional a capacidade de nos amarmos, de nos valorizarmos e ter muito claro o que merecemos e precisamos. Sabemos que não queremos ficar à mercê, não queremos ser conduzidos, não queremos dizer tanto faz.
Queremos aprender a cocriar, queremos alcançar o futuro e nos sentir completamente conectados com o que somos, vibramos, sonhamos, intuimos e sentimos. Há uma definição mais simples e verdadeira sobre identidade do que essa? Infelizmente somos mais guiados pelo mundo exterior - ideologias e ideologias.
No vácuo não nos reconhecemos, nos desconectamos da nossa natureza divina e cortamos o fio de acesso às profundezas do nosso ser. O que nos resta, é olhar com os olhos externo, o mundo externo. Um mundo cheio de culpas e castigos para aqueles que buscam a conexão.
O empoderamento pelo conhecimento, pelos questionamentos e pela liberdade reestabelecerá o fio de acesso e desse ponto voltaremos para dentro. Lá, cheios da nossa substância, bem aos moldes Beauvoirianos, poderemos viver aqui fora com segurança aos ataques ideológicos. Honrando nossa natureza. Divina de fato.
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